Nunca foi tão atual o slogan ,“ pensar globalmente, agir localmente”, como nos dias de hoje, principalmente se levarmos em consideração as mudanças climáticas que vem ocorrendo no planeta de forma crescente.
O conceito que contribui para mudar o comportamento educacional do cidadão é introduzirmos a noção que cada um dos bilhões de seres humanos que habitam o planeta deve fazer a sua parte, considerando que os recursos naturais podem se esgotar, impossibilitando a perpetuação do homem e das demais espécies que habitam nossa casa chamada Terra.
Nossa casa é o planeta Terra, nossa casa é o nosso país, nossa casa é a cidade onde moramos com nossos familiares, amigos, vizinhos e onde trabalhamos gerando recursos para nossa sobrevivência dentro do sistema engendrado pelo homem.Agora, temos que analizar porque as pessoas tem um comportamento diferente fora de suas residências, jogando lixo nas áreas internas dos edifícios, nas calçadas e ruas das cidades, e até em seus locais de trabalho, não tendo o mesmo respeito e cuidado usado em suas casas, justamente pela falta da compreensão de conceitos dos direitos e deveres de cada cidadão, prejudicando o conjunto da sociedade.
Sem dúvida, o lixo é um dos principais problemas urbanos, tanto pelo cheiro, pelo aspecto, pela proliferação de insetos e transmissão de doenças perigosas, entupimento de bueiros e galerias, gerando enchentes que contaminam a água.
Atitudes ambientalmente corretas como separar cada tipo de lixo em sua residência (plásticos, papéis, metais, vidros e lixo orgânico) e ainda embalando corretamente materiais cortantes, não esquecendo as pilhas e baterias de celulares, que podem ser recolhidas em locais próprios.
É importante que o encaminhamento do lixo domestico, assim como a reciclagem seja uma exigência de cada cidadão junto a Prefeitura de sua cidade, como medida necessária para diminuir os impactos ambientais, utilizar menos recursos naturais, aumentar a vida útil dos aterros sanitários e assim garantir um futuro mais adequado para as próximas gerações.Não menos importante é a formação de uma comissão de meio-ambiente em seu local de trabalho, juntamente com a direção da empresa, num processo educativo, que não sirva apenas como marketing institucional, mas a manutenção de padrões internacionalmente estabelecidos, seja na indústria, no comercio ou na prestação de serviços, como forma de integrar a vida pessoal e profissional, dentro de uma postura de responsabilidade sócio-ambiental.
A cidadania plena requer uma participação mais ativa, tendo nos conselhos municipais, e em particular no conselho de meio-ambiente, uma forma de interagir nos destinos de sua comunidade e assim participar na discussão das políticas públicas voltadas ao meio-ambiente.Outro espaço aberto dentro de cada cidade onde já existe ou esta em vias de implantação, é a famosa Agenda 21, onde toda comunidade pode ajudar a construir seu próprio futuro.Portanto, participe, estarei aguardando sua manifestação sobre a matéria e outros assuntos de interesse comum através do endereço eletrônico, a disposição de todos. NELSON RODRIGUES – ambientalista, membro do Conselho de Meio-Ambiente de Santos, Presidente da ONG SOS Orquidário Íntegro e Defesa Ambiental, Diretor do Sindicato dos funcionários da Secretaria da Fazenda do Estado de São Paulo-SINDFESP.
email: nelsonrodrigues777@hotmail.com