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segunda-feira, 28 de junho de 2010

ACORDA FAZENDÁRIO

Matéria publicada no Jornal do SINDFESP em 2008, mas que continua sendo uma importante reflexão para todos os fazendários do estado de São Paulo até hoje, sendo que não conseguimos efetivar essas idéias na época e agora passados mais quatro anos, temos uma nova chance, portanto peço aos colegas um exame de consciência e participem acreditando em si mesmos.


























Uma simples observação através das últimas duas décadas, nos leva a entender o porque das carreiras fazendárias estarem num processo de extinção, ou será que a falta de concursos e o gradativo envelhecimento dos quadros fazendários são mera coincidência. Porque apenas uma categoria tem sido contemplada com reposição de seus quadros? Porque a administração não cria um plano de carreira que valorize seus atuais funcionários? Porque as faixas salariais dos fazendários paulistas em relação a secretarias de outros Estados do Brasil, com um Produto Interno Bruto bem inferior ao Estado de São Paulo é extremamente menor? Será que os fazendários paulistas tem menos qualidade que os fazendários de outros Estados da Federação? Porque o atual governo cria duas carreiras sem resolver a situação das já existentes?
Creio que essas e muitas outras perguntas não foram respondidas, em parte devido a demagogia política, que no Brasil tornou-se uma instituição, por outro lado a inércia de cada um somado a falta de consciência política generalizada que deposita apenas aos sindicatos, a incumbência de fazer acontecer algo que na verdade só pode ocorrer dentro de um projeto coletivo. O bordão dos antigos filmes dos três mosqueteiros, “Um por todos e todos por um” nunca foi tão verdadeiro, e pasmem não conseguimos imitá-los.
O corporativismo de uma carreira é indispensável como pressuposto básico para o sucesso, haja vista o exemplo dos colegas fiscais de renda, que participam ativamente de todas as oportunidades que possam elevar sua categoria e assim torná-los indispensáveis no exercício de suas funções.A necessidade de uma participação mais ativa, tanto internamente discutindo nosso destino com a administração, quanto participando como cidadãos em organizações não governamentais de caráter social e ambiental são de suma importância, que no conjunto fazem a diferença.A questão ainda não muito bem compreendida pelos colegas, de termos uma representação política mais adequada, que possa contribuir não sómente no âmbito fazendário, mas com toda a sociedade, impede de demonstrarmos a todo povo de São Paulo, a importância dos fazendários como servidor público. Teremos em 2008, eleições municipais em todo território nacional, e seria importante que todos os colegas fazendários que estiverem filiados em algum partido político com um ano antes da data do pleito, participassem de todo o processo como candidatos e assim representar dignamente os cidadãos de seus respectivos municípios, criando as bases fundamentais para elegermos futuros Deputados Estaduais que sem dúvida alguma irão auxiliar o governador e o povo de São Paulo em suas necessidades.No ano passado tivemos dois candidatos TAATS postulando uma cadeira na Assembléia Legislativa de forma heróica, que poderiam estar eleitos se cada funcionário com seus familiares, amigos e demais conhecidos, estivessem engajados de forma corporativa e consciente da importância dessa representação para o futuro de nossa carreiras.Evidentemente não é a única solução, mas como já deu para observar, um sindicato forte, uma representação na assembléia e a união pela sobrevivência, é o caminho para sensibilizar e conquistar nossos objetivos, afinal, se fosse fácil ficaríamos em casa esperando.Peço que reflitam antes que chegue a aposentadoria, e ai não teremos mais força para mudar nossa realidade.Quem quiser colocar a mão na massa e precisar de uma assessoria, estaremos a disposição para apontar os caminhos, mas sem dúvida não podemos esquecer que o “projeto de sobrevivência” deve ser realizado por todos indistintamente sem nenhum tipo de discriminação funcional ou pessoal, porque é pegar ou largar, sem culpas ou culpados, mas todos dividindo as responsabilidades.NELSON RODRIGUES.













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