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sábado, 17 de julho de 2010

Pesquisa no Mundo

Mapa impressionante...


Colocando o cursor sobre cada país, além de indicar quantos nascem e morrem no mundo a cada instante, indica a população de cada país e as emissões de CO2.


É impressionante o movimento na China e na India.


Verifique que a população da Europa não consegue se substituir.


Em contrapartida, a da África e a da Ásia não param de aumentar.

Clique no link abaixo ok

 
http://www.breathingearth.net/


A respiração simulação Terra


Bem-vindo a respiração da Terra. Esta simulação em tempo real mostra as emissões de CO2 de cada país no mundo, bem como as suas taxas de nascimento e morte.

Lembre-se que esta simulação em tempo real é apenas isso: uma simulação. Embora as emissões de CO2, a taxa de nascimento e de óbito taxa utilizada na respiração da Terra provém de fontes fidedignas, os dados que mede as coisas em uma escala maciça não pode nunca ser 100% exato. Note no entanto que os níveis de emissão de CO2 mostradas aqui são muito mais propensos a ser demasiado baixo do que estão a ser demasiado elevado.

Do Meio Ambiente e Mudanças Climáticas

O aquecimento global (também conhecido como a mudança climática) é quase sem dúvida a questão mais importante para enfrentar a nossa geração, e possivelmente qualquer outra geração na história. A comunidade científica mundial é praticamente unânime no seu acordo de que o aquecimento global está acontecendo, que é nossa culpa, e que a nossa chance de parar é escapulindo. Se deixá-lo sair do nosso controle, as conseqüências - que começará já ocorre na maioria de nossas vidas - será catastrófico. Apenas algumas das conseqüências que podem ser razoavelmente esperados estão a aumentar os níveis do mar, mais freqüentes e mais graves desastres naturais, alimentos em grande escala e escassez de água, pragas, extinção maciça de espécies, sem precedentes números de refugiados, intensificou as tensões étnicas e políticas, e um depressão econômica global os gostos de que ninguém jamais viu.
A situação ainda está ao nosso alcance, mas temos de agir agora, é preciso agir fortemente, e temos de agir em conjunto. Indivíduos, empresas e governos em todo o mundo de cada um fazer o que puder para reverter a mudança climática. Nós nunca vamos ter uma segunda chance.

O que posso fazer?

A boa notícia é que existem muitas coisas que possamos fazer para reduzir nossa pegada de carbono. A palavra chave é reduzir. Nós podemos diminuir consideravelmente nosso impacto nas mudanças climáticas, a utilização dos recursos do planeta de forma mais responsável. Há muitas coisas que podemos reduzir, e de muitas maneiras, podemos reduzi-los, mas três dos mais importantes são: reduzir a quantidade de produtos de origem animal que consumimos (carne, produtos lácteos, ovos, couro, etc), reduzir a quantidade de combustível você usa (carro, viagens aéreas, etc), e reduzir a quantidade de eletricidade que você usa. Há uma abundância de bons recursos na web. Encorajo-vos a isso a sua própria investigação, mas você pode encontrar alguns dos links abaixo para ser útil.

Mais informações sobre as alterações climáticas?

Pegada calculadora Footprint Network - Descubra sua própria pegada ecológica.


www.350.org - Uma campanha internacional de construção de um movimento para unir o mundo em torno de soluções para a crise climática.


Combater a mudança climática com a dieta Change - Descubra por que a indústria da carne produz mais gases com efeito de estufa do que todos os SUVs, carros, caminhões, aviões e navios do mundo combinados.


Onde é que os dados vêm?

Taxas de nascimento e morte: 2008 estimativas, a partir do CIA World Factbook


População: dados baseia-se em julho de 2008 as estimativas da CIA World Factbook. Quando a respiração da Terra é iniciado, ele usa o nascimento de cada país e as taxas de mortalidade para calcular a população mudaram desde julho de 2008, e ajusta os seus dados em conformidade. Ele continua ajustando os números populacionais como você vê, cada vez que uma pessoa nasce, ou uma pessoa morre.


Taxas de emissão de CO2: números de 2006 das Nações Unidas Divisão de Estatística. Estes são os números mais up-to-date a partir de maio de 2010. Confronto dos dados das emissões de CO2 de cada país da Terra, representando o mesmo período de tempo, é sem dúvida uma enorme e complexa tarefa que depende da disponibilidade de muitos outros conjuntos de dados. Isso provavelmente explica por que os dados mais recentes das emissões de CO2 disponíveis a partir de 2006.


taxas de emissão de CO2 a partir de quatro anos antes: quando a respiração da Terra foi construída, que utilizou dados de 2002, também da Divisão de Estatísticas das Nações Unidas. Quando você passar o mouse sobre um país, Respiração da Terra de 2002 e compara números de 2006 e indica se as emissões de CO2 que o país tem aumentado ou diminuído nesse tempo, usando a seta verde ou vermelha que aparece perto do canto inferior esquerdo.


Houve uma indisponibilidade de parte dos dados para alguns países da minúscula (por exemplo, Vanuatu, Tuvalu, Lesotho). Nesses casos, eu fiz as estimativas com base em sua população, economia, e os dados de seus vizinhos relevantes. Em todos esses casos, os números foram tão baixos que ainda tinha minhas estimativas foram terrivelmente incorretos, o efeito sobre a simulação teria sido insignificante.

emissões de CO2: por país ou per capita?

Algumas pessoas perguntam por que Breathing Earth incide sobre as emissões de CO2 de cada país, em vez de per capita. Afinal de contas, não as taxas per capita dar uma melhor indicação de que está a ser mais um desperdício? Por exemplo, os cidadãos da Austrália, Kuwait e Luxemburgo estão entre os piores poluidores do mundo, mas as suas emissões de CO2 não são muito importantes na respiração da Terra por causa das populações desses países relativamente baixo.
O fato de o assunto, porém, é que o mais importante é saber quantas emissões de C02 existem a partir da perspectiva do Planeta Terra. Embora alguns países muito poluidores são claramente piores do que outros, o problema é em última análise, numa perspectiva global, que os seres humanos de várias nacionalidades têm causado, e que os seres humanos de várias nacionalidades devem trabalhar juntos para resolver.
Uma coisa que certamente deve ser óbvio que: O problema é em grande parte do Ocidente. São os países ocidentais que estão liderando o caminho das emissões de CO2, e quando os países não-ocidentais têm altas taxas de emissão de CO2 se, normalmente é porque eles estão adotando hábitos ocidentais. Desde que nós, no Ocidente, têm sido uma das principais causas do problema das emissões de CO2, com certeza nós é que deve intensificar-se e ser líderes na solução.


Obrigado pela visita.


segunda-feira, 28 de junho de 2010

ACORDA FAZENDÁRIO

Matéria publicada no Jornal do SINDFESP em 2008, mas que continua sendo uma importante reflexão para todos os fazendários do estado de São Paulo até hoje, sendo que não conseguimos efetivar essas idéias na época e agora passados mais quatro anos, temos uma nova chance, portanto peço aos colegas um exame de consciência e participem acreditando em si mesmos.


























Uma simples observação através das últimas duas décadas, nos leva a entender o porque das carreiras fazendárias estarem num processo de extinção, ou será que a falta de concursos e o gradativo envelhecimento dos quadros fazendários são mera coincidência. Porque apenas uma categoria tem sido contemplada com reposição de seus quadros? Porque a administração não cria um plano de carreira que valorize seus atuais funcionários? Porque as faixas salariais dos fazendários paulistas em relação a secretarias de outros Estados do Brasil, com um Produto Interno Bruto bem inferior ao Estado de São Paulo é extremamente menor? Será que os fazendários paulistas tem menos qualidade que os fazendários de outros Estados da Federação? Porque o atual governo cria duas carreiras sem resolver a situação das já existentes?
Creio que essas e muitas outras perguntas não foram respondidas, em parte devido a demagogia política, que no Brasil tornou-se uma instituição, por outro lado a inércia de cada um somado a falta de consciência política generalizada que deposita apenas aos sindicatos, a incumbência de fazer acontecer algo que na verdade só pode ocorrer dentro de um projeto coletivo. O bordão dos antigos filmes dos três mosqueteiros, “Um por todos e todos por um” nunca foi tão verdadeiro, e pasmem não conseguimos imitá-los.
O corporativismo de uma carreira é indispensável como pressuposto básico para o sucesso, haja vista o exemplo dos colegas fiscais de renda, que participam ativamente de todas as oportunidades que possam elevar sua categoria e assim torná-los indispensáveis no exercício de suas funções.A necessidade de uma participação mais ativa, tanto internamente discutindo nosso destino com a administração, quanto participando como cidadãos em organizações não governamentais de caráter social e ambiental são de suma importância, que no conjunto fazem a diferença.A questão ainda não muito bem compreendida pelos colegas, de termos uma representação política mais adequada, que possa contribuir não sómente no âmbito fazendário, mas com toda a sociedade, impede de demonstrarmos a todo povo de São Paulo, a importância dos fazendários como servidor público. Teremos em 2008, eleições municipais em todo território nacional, e seria importante que todos os colegas fazendários que estiverem filiados em algum partido político com um ano antes da data do pleito, participassem de todo o processo como candidatos e assim representar dignamente os cidadãos de seus respectivos municípios, criando as bases fundamentais para elegermos futuros Deputados Estaduais que sem dúvida alguma irão auxiliar o governador e o povo de São Paulo em suas necessidades.No ano passado tivemos dois candidatos TAATS postulando uma cadeira na Assembléia Legislativa de forma heróica, que poderiam estar eleitos se cada funcionário com seus familiares, amigos e demais conhecidos, estivessem engajados de forma corporativa e consciente da importância dessa representação para o futuro de nossa carreiras.Evidentemente não é a única solução, mas como já deu para observar, um sindicato forte, uma representação na assembléia e a união pela sobrevivência, é o caminho para sensibilizar e conquistar nossos objetivos, afinal, se fosse fácil ficaríamos em casa esperando.Peço que reflitam antes que chegue a aposentadoria, e ai não teremos mais força para mudar nossa realidade.Quem quiser colocar a mão na massa e precisar de uma assessoria, estaremos a disposição para apontar os caminhos, mas sem dúvida não podemos esquecer que o “projeto de sobrevivência” deve ser realizado por todos indistintamente sem nenhum tipo de discriminação funcional ou pessoal, porque é pegar ou largar, sem culpas ou culpados, mas todos dividindo as responsabilidades.NELSON RODRIGUES.













domingo, 27 de junho de 2010

Projeto "Óleo na Feira"

O projeto " Óleo na Feira" iniciou no dia 12/03/2010, com a presença do Secretário do meio ambiente e vários técnicos da Secretaria do meio ambiente que acompanharam o lançamento do projeto, após a realização de projeto piloto no ano passado, portanto já completou três meses de atividade, e estaremos fazendo relatórios mensais para acompanhar a evolução da coleta em Santos.
O projeto esta sendo realizado em todas as feiras de Santos de acordo com a programação estabelecida no organograma, que esta sendo veículada através de material impresso distribuido para ao público. 
A educação ambiental é desenvolvida no contato permanente com os frequentadores das feiras no sentido de mudar hábitos e comportamentos prejudiciais ao meio-ambiente e ao ser humano.
A idéia do projeto surgiu em 2008 quando passava pela barraca de venda de pastel, onde tinha latões de óleo comestível ao lado da barraca. É importante ressaltar que o projeto obteve parecer favorável da secretaria do meio ambiente de Santos, e recebeu congratulações da Câmara Municipal de Santos,  pelos benefícios que oferece a população.
As pessoas interessadas em saber quais os procedimentos e os dias e a feira onde poderá levar seu óleo comestível já utilizado para reciclagem é so me ligar no fone : 91 66 20 57


Obrigado por sua atenção, Nelson Rodrigues.

Proibição das sacolas plásticas

 Sábado, 13 de março de 2010 - 07h40


Santos




Lei que proíbe o uso de sacos plásticos entra em vigor em 6 meses


Renato Santana






As famosas sacolinhas devem ser substituídas por sacolas biodegradáveis


Em seis meses, Santos deverá estar livre dos sacos plásticos comuns. É que foi publicada na sexta-feira, a Lei nº 2.684 que obriga estabelecimentos comerciais a usarem embalagens plásticas biodegradáveis ou reutilizáveis. A nova regra havia sido aprovada pela Câmara no dia 4 de fevereiro.


O projeto de lei, de autoria do vereador Manoel Constantino (PMDB), havia sido enviado ao prefeito João Paulo Papa pedindo a substituição das sacolas comuns por oxibiodegradáveis. No final, acabou sendo publicada como biodegradável, considerada melhor pelos ambientalistas.

O Executivo regulamentará a lei em 60 dias. A medida coloca Santos no grupo das cidades preocupadas com um dos maiores males ao meio ambiente, que polui mangues e mares e entope bueiros nos grandes centros. As sacolas plásticas comuns demoram cerca de 300 anos para se decompor na natureza, além de liberar toxinas.

As sacolas biodegradáveis, ao contrário, levam poucos meses para desaparecer no meio ambiente, decompondo-se por microorganismos. Seus resíduos não são tóxicos. Para os ambientalistas, essa é uma vitória significativa na luta contra a degradação da natureza.

"Atende às nossas necessidades ambientais contra um problema muito sério", afirmou o ambientalista Nelson Rodrigues. Para ele, que semanas antes da lei ser sancionada enviou um ofício ao prefeito João Paulo Papa pedindo a aprovação do material biodegradável, é uma recompensa aos grupos que sempre lutaram pela substituição das sacolas de plástico utilizadas nos estabelecimentos comerciais da Cidade.

Tema polêmico, o material biodegradável não agrada a indústria produtora de sacolas plásticas. Há, também os que defendem as sacolas oxibiodegradáveis, que é um tipo híbrido de decomposição química e natural, e a oxidegradável, que só se desintegra no meio ambiente por processo químico.

O descumprimento da lei acarretará ao infrator multa no valor de R$ 1 mil.


SECRETÁRIO


O secretário de Meio Ambiente, Fábio Nunes, o Professor Fabião, diz ser de grande importância a substituição institucionalizada na forma de lei: "Isso ajuda o consumo consciente e coloca Santos num rumo bacana de direção na política ambiental".

A Secretaria de Meio Ambiente pretende agora envolver o empresariado santista na nova forma de acondicionamento de produtos.

Na segunda-feira, Fabião irá para Piracicaba conhecer um projeto da rede de supermercados Carrefour chamado Sacolas Zero. "Outra coisa é que estamos fazendo contato com a indústria de bioplástico, onde o material é feito de mandioca, milho, para estudar algumas possibilidades de convênios".

Fonte: Jornal A Tribuna































BALNEABILIDADE DAS PRAIAS

BALNEABILIDADE DAS PRAIAS

Santos - Período de Amostragem: 13/06/2010 - 21/06/2010



Ponta da Praia:  Própria


Boqueirão:  Imprópria


José Menino - R. Fred. Ozanan: Própria


Aparecida: Própria


Gonzaga:   Própria


Embaré:    Própria


José Menino - R. Olavo Bilac:   Própria

Fonte: CETESB

TÁXI ELÉTRICO

Veículos


A- A+ Segunda-feira, 19 de abril de 2010 -




Modelo Milão




Volkswagen mostra táxi elétrico na Alemanha


G1


Os primeiros veículos elétricos da Volkswagen estão previstos para chegar em 2013, mas além dos carros de uso individual, a marca alemã também estuda veículos de transporte público movidos a eletricidade. O primeiro exemplo é o conceito Taxi Milano apresentado nesta segunda-feira, na Feira Industrial de Hannover, na Alemanha.


O nome e as cores verde e preto da carroceria são uma homenagem da fabricante à capital da moda Milão, onde os táxis eram pintados nessas cores. O alvo do veículo elétrico são as grandes cidades como Milão, Berlim, Nova York, Pequim, Cidade do Cabo, Londres, Moscou ou Tóquio.


O Taxi Milano tem motor elétrico de potência máxima de 85 kW, o que permite que o carro atinja a velocidade máxima de 120 km/h. Graças a capacidade de armazenar energia e ao baixo peso (1.500 kg), o carro tem até 300 km de autonomia, dependendo do modo de condução. As baterias têm 80% da carga em pouco mais de uma hora na tomada.


Entre as inovações, o conceito traz portas dianteiras que deslizam para facilitar a entrada dos passageiros e não atrapalhar o trânsito. O veículo tem 1,60 metros de altura, 3,73 metros de comprimento e 1,66 metros de largura. A área envidraçada é enorme, o que inclui teto de vidro, para criar mais espaço no interior.


O banco do lado do motorista foi retirado para dar lugar para malas e bagagens ou permitir que o passageiro do assento de trás estique completamente as pernas. No encosto do banco do condutor há um tela de 8 polegadas que informa aos ocupantes preço da viagem e oferece a opção de pagar com cartão de crédito por meio de um leitor de cartão.


O sistema fornece ainda informações sobre pontos turísticos ao longo do percurso, dados de navegação (visão geral da rota, percurso restante e hora de chegada), dados meteorológicos e controle do ar-condicionado na parte traseira do veículo.


Para o taxista, uma tela com o mesmo tamanho no console central reúne as funções do taxímetro, abertura das portas, computador de bordo, sistema de navegação, fluxo de energia do motor, controle climático, rádio táxi e telefone. Para não distrair o taxista, os dados podem ser redirecionados para o painel de instrumentos.

Fonte: Jornal A tribuna de 19/04/2010

domingo, 27 de dezembro de 2009

Matéria publicada no Jornal a Tribuna de Santos em 2008

ONG vai a MP para garantir balneabilidade
Da Reportagem














O Ministério Público poderá intermediar a polêmica questão da balneabilidade das praias em Santos. A Curadoria do Meio Ambiente foi acionada a partir de uma representação do Movimento S.O.S. Orquidário Íntegro e Defesa Ambiental, protocolada no final de janeiro.
O objetivo é fazer com que Prefeitura, Sabesp e Cetesb assinem um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) para eliminar os focos de contaminação das praias de Santos.
A Promotoria de Meio Ambiente já recebeu a representação, anexando-a a um processo de investigação sobre balneabilidade das praias, iniciado em 1990 e que já motivou o início das análises de amostras de água, por parte da Cetesb e da Prefeitura. ‘‘Um processo de investigação só acaba quando o problema está 100% resolvido. Caso contrário, ele continua se desenrolando pelos anos’’, explica o promotor ambiental Daury de Paula Júnior.
Segundo o coordenador da organização não-governamental (ONG), Nélson Rodrigues, a poluição é caracterizada como sanitária e química, esta última resultante das movimentações no Porto de Santos.
‘‘O nosso foco é a questão sanitária. Os canais foram projetados para receber águas pluviais e não, esgoto. Quando temos chuvas torrenciais, muito comum neste período, os canais enchem e as comportas são abertas para não haver inundações na Cidade. Com isso, temos toda essa água suja em contato com o mar’’.
O ambientalista aponta três fatores de agravamento das condições de balneabilidade do mar. O primeiro deles envolve as ligações clandestinas, depois vem a chamada ‘‘poluição difusa’’, promovida por animais que defecam nas margens dos canais. Os detritos acabam sendo levados para as galerias, com a água das chuvas. Por último, os vendedores ambulantes que dispensam em bueiros restos de óleo de fritura e alimentos, constituindo o terceiro fator.
‘‘A solução está na fiscalização mais rigorosa e no encaminhamento imediato de uma discussão com o Conselho Municipal do Meio Ambiente (Comdema). São mais de 20 anos em que acompanho a balneabilidade irregular das praias’’.
Além disso, ele defende campanhas dirigidas de educação ambiental e informações mais claras sobre a condição do mar na faixa de areia como, por exemplo, colocar as bandeiras de balneabilidade na beira da água.
Outros pontos da proposição dizem respeito ao ‘‘sistema de comportas, que é avançado e necessário, mas não basta para a resolução do problema’’, afirma o ambientalista.
A Secretaria Municipal de Meio Ambiente discorda da argumentação apresentada por Nélson Rodrigues. O Poder Público afirma que os mecanismos de fiscalização são desenvolvidos há anos.
Novidade
Mas a forma tradicional de fiscalização, que consistia em derramar um corante dentro do sistema de esgoto do imóvel fiscalizado, não será mais utilizado. A Sabesp usará uma máquina de fumaça que desempenhará a mesma função do sistema antigo, mas com mais agilidade, melhorando a fiscalização.
Os funcionários da empresa já estão sendo treinados e a punição continuará sendo a mesma: caso a fumaça desemboque de uma residência em qualquer ponto de um dos canais, o munícipe deverá desbaratar a ligação de esgoto imediatamente.
Relatório
Ainda este mês, a Companhia de Tecnologia de Saneamento Ambiental (Cetesb) deverá divulgar um relatório com o balanço da balneabilidade das praias em 2006.
A evolução de qualificação anual, disponível no endereço eletrônico da Cetesb, aponta que das sete praias de Santos, duas (Ponta da Praia e Aparecida) estão no nível péssimo e as outras cinco (Embaré, Boqueirão, Gonzaga e as duas do José Menino) apresentam o nível ruim.
Secretário de Meio Ambiente contesta
O secretário municipal de Meio Ambiente, Flávio Rodrigues, não concorda com as observações do ambientalista. O único ponto convergente foi com relação ao caso de ligações clandestinas de esgoto. Mesmo assim, Rodrigues afirma que todo o processo é feito há anos.
‘‘O corante será coisa do passado. A Sabesp vai começar a operar a máquina de fumaça e nossa capacidade vai aumentar. A secretaria tem trabalhado com prioridades e estratégias no sentido de fazer com que a balneabilidade melhore’’.
O secretário discordou da tese de que ambulantes e a poluição difusa contribuam para que as praias fiquem impróprias. Esclareceu que as fezes de animais não são suficientes para espalhar coliformes fecais pela grande massa de água, justificando que sua diluição acontece sem muitos problemas.
‘‘No caso dos ambulantes, estranho o fato porque em óleo de cozinha e alimentos não proliferam os coliformes, bactéria que garante uma praia imprópria’’.
Outra ação da secretaria, segundo Rodrigues, é o Perfil Colimétrico. O processo é realizado depois de escolhido um canal, geralmente o que se apresenta mais poluído. A intenção é verificar se houve mistura do esgoto com as galerias pluviais.
O secretário lembrou, ainda, que a Sabesp e a Prefeitura implantaram, em junho de 2006, o programa Onda Limpa. O principal objetivo da iniciativa é barrar os esgotos clandestinos fazendo com que as praias tenham mais condições próprias para os banhos da comunidade e turistas.